Cada estrela é um cria
Cada estrela é um cria
Brilha no céu a esperança solitária;
Seu brilho cintila, pisca-pisca;
Corta a noite com seu ritmo constante;
A inocência infantil clama por um instante;
Cada estrela é uma criança.
Há algo antigo além do que é novo;
A natureza segue seu rumo sem desvio;
Os homens se separam por acordos falhos;
Mas as crianças não se rendem aos atalhos;
O pequeno príncipe não vira rei.
Ele parte daqui sem ter espaço;
Ele sente a dor, a solidão, o cansaço;
E a saudade que aperta o peito;
Ele chora, ele ri, ele se encanta;
Seus contornos longínquos inspiram os que sonham.
Muitos ficam pelo caminho na busca de um sonho;
A serpente não assusta mais com seu veneno;
Contar, medir, categorizar, arquivar, coitado do príncipe;
Que rico, tem de aceitar ser roubado, para rei virar?
Não, só para aos decrépitos se juntar.
Mas em suas veias corre a bravura;
Disposto a terminar o plantão na altura;
Desolado, espera outra órbita chegar;
Que não precise mais nenhuma mãe chorar;
O brilho em seus olhos é uma chama que aquece;
Que ilumina e inspira cada passo da prece.

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